sexta-feira, 4 de abril de 2014

Curiosidades sobre calçados

Para quem acha que os Crocs são estranhos... 

Alguns sapatos incomuns utilizados ao longo dos séculos.


Okobo – Japão


Bem antes dos anos 70, mais precisamente no século XVIII, as Maiko, as aprendizes das Gueixas, já usavam plataformas. Os Okobo poderiam vir em forma de sandália (como na foto) ou como tamancos. O motivo pelo qual as moças usavam esses sapatos não era pura vaidade – quando você está usando um quimono que vale uma fortuna, você não quer sujá-lo de lama quando anda fora de casa. A sola do Okobo é feita de madeira, caso você esteja se perguntando, mas não madeira maciça (para a sorte das gueixas). Ele tem um furo no meio, que produz um som muito distinto enquanto alguém caminha – na verdade o nome “okobo” é uma onomatopéia que imita o barulho característico. O salto mede, normalmente, 15 centímetros.


Salto alto para homens – Europa



Em 1700 a moda disse que os homens deveriam ter pernas bonitas e fortes, que acompanhassem as calças curtas e bufantes e as meias justas. Então eles quiseram um sapato que os fizesse parecer mais atléticos ao mesmo tempo em que complementasse seu look – surgiram os saltos masculinos. Boa parte dessa moda foi difundida pelo rei Luis XIV, que, até hoje, dá nome à tendência.


Kabkabs – Líbano



        Esses chinelos altíssimos de madeira foram, na Idade Média, a solução que as mulheres encontraram de proteger seus pés e suas roupas da sujeira das ruas. Os calçados das mais ricas eram decorados com madrepérola ou prata. O nome, kabkab, como no caso do okobo, também é uma onomatopéia, que derivava do som dos calçados no chão de mármore dos palácios. Em ocasiões especiais, como em casamentos, os calçados eram inteiros decorados com prata e outros ornamentos – e eram especialmente usados para que as noivas, normalmente muito novas, parecessem mais altas. Socialmente, eles eram usados apenas por mulheres, mas em casas de banhos os homens também usavam modelos mais simples, sem nenhum enfeite.


Sapatos de tronco – Finlândia


No meio do século XX, as mulheres finlandesas usavam esses sapatos feitos com casca de árvore diariamente, com tecidos enrolados nos pés que serviam como uma espécie de meia. Eles também eram usados, comumente, como uma capa para sapatos de couro, que protegiam o material mais frágil quando estava chovendo. Normalmente, eram feitos com a casca de bétula, mas tinham uma desvantagem: duravam apenas uma semana de uso contínuo.

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